Bobblehead Bunny

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

E assim passou...


E a vida vai seguindo
O tempo vai passando
Curando as feridas
Enxambrando as lágrimas

Esboço de um sorriso
Surge nos lábios
De quem um dia
Pensou em desistir

O sangue volta a fluir
Descongelando o coração
Aquentando a criança,
Antes, mortificada

Vultos de sonhos
Clamam para serem verdades
Acho que agora vai
Chegar a paz

Pensando em você
Quase tudo se torna real
Felicidade, miragem,
Já posso sentir

O fato da sua existência
Já me faz sorrir
Mesmo que não esteja
Comigo aqui

Por: Avany Cunha

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A quebra


Laços desatados
Pactos quebrados
Votos extirpados

Quem restaurará
Os corações fragmentados?

Será possível perdoar
Ser perdoado?
O passado regressará
Para atormentar
Estas mentes anuviadas?

Imortal esperança
Onde estás estagnada?

Reprimir memórias
Que são marcas
Cicatrizes talhadas
Na alma provada

O despertar pode esperar
Torpor...
Sem acordar... Esperar
Mas não vai passar a...

O que fazer? ... Finalizou

Por: Avany Cunha

domingo, 19 de dezembro de 2010

O sonho ou acordar


Observando as nuvens
Tornarem-se frutos
Da implacável imaginação
De uma criança
Delirei por segundos
Que possível seria entregar- me
Aos prazeres da paixão

Instintiva ilusão

Materializou- se o príncipe
Dos ingênuos sonhos
Da garota indefesa

Com tanta destreza lutou
Resgatando-a do irreal
Mais real já vivido
Do oculto temido

Para lucidez, garota, vem
Ergue-se e segue
Aspira

Permite o sorriso
Desenhar- se em tua face
Para que escale
O alto e turbulento
Monte do amor

Por: Avany Cunha

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

De volta ao começo


Solidão, minha amiga
Companheira fiel
Perdoa-me por deixar-te
Tão sozinha
Na ilusão de encontrar outro alguém

Fui demasiadamente ousado
Ao delirar que a Alegria
A mais bela e delicada moça
Demoraria, mais que um dia
Ao meu lado

Irrisório e parvo
Quando pensei em conquistar
A desejada, quase inalcançável
Senhorita Paz

Então, querida solidão
Peço-te mil desculpas
Ajoelhado aos teus pés

Porque no pico da minha imprudência
Realizei as piores loucuras
Para torna-me próximo
A arriscada e adorada
Paixão

Lançou-me na escuridão
Onde nunca deveria ter saído
Este coração, agora, trucidado
Inebriado pela dor, solidão

Mil vezes perdoa-me solidão
Mil vezes ama-me... Solidão
Não me renuncie
Como te abandonei

Voltei minha doce solidão

Por: Avany Cunha

Um pouco pessimista


De que vale boas lembranças?
Se da mente não sairão
De que vale um sorriso?
Se não for retribuído
De que vale sonhar?
E o sonho findar
De que vale a despedida?
Quando a saudade corroer a alma
De que vale esperar?
E nada caminhar ao teu encontro
De que vale chorar?
Se ninguém enxugará teu pranto
De que vale o começo?
Com a certeza do fim
De que vale amar?
E o amor agredir teu coração
De que vale acreditar?
Se existem tantas mentiras

De que vale, não sei. Mas boas lembranças te fazem parar de chorar e um sorriso te faz sonhar, a despedida te dar consciência da grande importância do que se foi. Não espere, vá. Todo começo tem um fim, mas todo fim é um começo.
Quando o amor ferir teu coração, ame infinitas vezes mais. Para mostrar que o sofrimento não foi capaz de apagar o prazer de amar.

Por: Avany Cunha

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Você


Já estava lá há tanto tempo e não percebi
Vivendo juntos em mundos diferentes
Tantas vezes me encontrei e me perdi
Em todos os momentos você estava ali

Despreocupado, brincando, sorrindo
Levando a vida no leve balanço do tempo
Que apenas está indo na direção da brisa calma
Que acalma a alma

Quando subitamente
Caí nesse seu mágico mundo
De poemas e poesias
Nem um esqueceria

Viciei nas palavras
Do sensível e cuidadoso ser
Que me levou a crer
Que nas asas do amor posso voar
Apenas com o falar

Mais uma vez consigo enxergar
E mergulhar na arte de amar
Porque o professor do amor
Veio me ensinar

Por: Avany Cunha

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

As flores na janela


As flores na janela
Me avisam quando vai chegar o amor
Tola, não acreditei
Quando a flor me avisou

E agora que você se foi
Deixou lembranças
E agora que você se foi
Só restou a dor de um amor

A flor avisou, não acreditou
Avisou, não acreditou

Se eu pudesse imaginar
Que seria o ultimo abraço
Seria o ultimo sorriso de teus lábios
Seriam as ultimas palavras
O ultimo e único toque
Seria o beijo do adeus

Teria intensificado mais
Cada segundo ao teu lado
Teria sorrido mais, chorado menos
Teria brincado mais, brigado menos
Teria esperado mais, abusando menos

Se eu pudesse te abraçar
Só mais uma vez
E ter certeza que não foi em vão
Tudo que a gente fez

As flores na janela
Me avisam que vai passar a dor
Do amor que não ficou

Por: Avany Cunha

(música)