Meu querido amor...
Toda noite eu vou deitar e sinto o cheiro das notas do seu perfume, que se esvaem junto com algumas gotas de lágrimas, que por acidente deixei cair, no casaco que você deixou. Acordo, sei que não vou te ver quando o crepúsculo preencher este lugar, assistirei o sol cair no mar e a lua tomar seu lugar... Sozinha. Observarei as estrelas enquanto a brisa me traz você e enxambra meu rosto que não tem nada a declarar, nada mais pra revelar, mas não digo o mesmo do olhar. Nos dias de chuva, ou durante o cair do orvalho na madrugada, eu desejo seu calor e no vacilar da iluminação fecho os olhos, consigo te enxergar de perto, mas não o suficiente pra tocar.
E o tempo passa, rápido e lento, mas passa e passa... Levando o medo, ansiedade, prantos e sorrisos, algumas crises, alguns gritos, outros silêncios tão barulhentos dentro de mim... Mas não leva a vontade de você, de te ter nos meus braços por um minuto só. O tempo não me tira as lembranças, as memórias e as marcas que ele mesmo faz. Quase sempre você me visita em sonhos, continuo dormindo tentando adiar mais uma partida. Sei que você não vai me abandonar se eu te conservar vivo em mim, em qualquer lugar.


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